Nada Dá Certo, Nada é Como Deveria Ser

-Parece que nada dá certo, que meus esforços de aqui e de agora serão para nada, não darão em nada… Como diz o povo, é nadar, nadar e morrer na praia.
Não é assim que nos sentimos algumas vezes?
Estamos agora passando por algum tipo de sofrimento, ofegamos de tanta preocupação, pedimos forças à espiritualidade, rogamos a Deus que nos ajude.
E quando parece que estamos num buraco sem fim, eis que vem a luz, a luz no fim do túnel, e escapamos mesmo que nem sempre ilesos, mas escapamos.
Mas nem demora muito, lá vem outro motivo de sofrimento!
Quando a relação familiar começa a melhorar aparece uma dívida inesperada, quando pagamos a dívida ferimos os sentimentos de alguém, quando fazemos as pazes, o correio trás uma multa de trânsito…
Viemos para sermos felizes ou para sofrer? Onde está a felicidade? Por que sofremos?
Melhor ainda, se eu não causei grandes problemas, nem prejudiquei ninguém, mereço sofrer desse jeito? Onde está a Justiça divina?
O Espiritismo e a ciência convencional dizem que não há efeito sem causa, portanto, nada é por castigo divino, nem porque sou azarado ou por outro motivo desse tipo.
Estamos todos encarnados cada um com sua necessidade de aprendizagem, de se melhorar, de aprender a amar cada vez um pouco mais.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec já demonstrava essa preocupação, quando elaborou essa pergunta “Por que para uns nada dá certo, enquanto que para outros tudo parece sorrir”?
E como entender os bens e os males tão desigualmente distribuídos? Há os que possuem tanto sem esforço, os que acumulam doenças e dores sem ter feito mal algum…
Mas Deus não está olhando tudo isso? Por que Ele permite?
Primeiro, só se pode entender a ideia de Deus considerando que Ele é a Perfeição, que seja infinitamente Perfeito. Ele é, portanto, Perfeito, Bom e Justo!
Agora, sendo bom e justo, não deve agir por capricho, muito menos com parcialidade.
Deus não pode ser um “deus” que escolhe uns, condena outros, prefira um para viver doente, outro para ter tudo o que quiser… Pois isso seria prova de sua imperfeição.
Então, vamos lá!
Todas as contrariedades, todos os nossos problemas, ocorrências, tem uma causa. E como Deus é justo essas causas são justas. Pronto.
Mas por que nós ainda não compreendemos essas tais causas? Por que não percebo nem lembro delas?
Pelo que Jesus nos ensinou, Deus nos colocou no caminho da compreensão das causas geradoras do nosso sofrimento. Ou seja, estamos todos vivendo situações de amplitude da nossa fé, da nossa visão de mundo e de pertencimento com a espiritualidade.
Se pertencemos à espiritualidade, somos espíritos e não a pessoa cujo papel representamos agora. Estamos sendo essa pessoa, por enquanto.
“Meu reino não é desse mundo” disse Jesus. Não sendo o dele, nosso também não é. Assim, somos todos do reino do Espírito.
Então, as causas dos nossos sofrimentos estão nas escolhas e erros que fazemos nessa vida ou daquelas que fizemos em existências anteriores.
Ah, você não acredita em reencarnação? Então encontre uma explicação melhor, prezado amigo ou amiga…
Estamos presos num mundo inferior, de provas e expiações, portanto ainda sujeitos às dores das imperfeições.
Só há um meio de escaparmos desse mundo de sofrimento, que é nos melhorar cada vez mais, até que cheguemos à condição de iluminação interior, de evolução plena.
Se errarmos novamente, vamos aprender com os erros e procurar acertar na próxima vez.
Nunca esqueça que somos espíritos imortais, fazemos parte do Todo, cuja meta principal é a Perfeição.
“Sede perfeitos, como Perfeito é o Pai Celestial”, disse Jesus.

Em terrenos estéreis,
mesmo em cumes aéreos
pode-se até progredir.
Os sonhos nos apontam
mensagens que nos contam
da safra a conseguir!
Temos situações
— nelas, explicações —
que deve-se evitar.

São as nossas colheitas
advindas das empreitas,
para poder plantar.
São vidas e vivências,
tidas experiências
que aprendemos, enfim.
São sementes de outrora
plantadas, muito embora
que nem sempre em jardim.

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